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COMO TUDO COMEÇOU


Do Avô de todos os Carpes Brasileiros

Simão Pereira de Carpes nasceu em 23-04-1741, no Arquipélago dos Açores, Ilha de São Miguel, Freguesia de São José, na cidade de Ponta Delgada (Dados extraídos do Registro de Batismo da Paróquia de São José, da mesma Ilha, Livro de 1736 a 1741, fls. 175 verso).


Consta no Registro que Simão era filho do Sapateiro Manoel Pacheco, natural da Freguesia da Nossa Senhora das Candeias, Paróquia da Candelária e de Francisca Xavier, natural da Freguesia de São José, ambas as freguesias da Ilha de São Miguel, Açores, Portugal (Dados extraídos do já citado Registro de Batismo).

Acreditamos que o nome que SIMÃO recebeu, tenha sido em homenagem ao padrinho SIMÃO do Rego.

A madrinha, Margarida da Esperança, era filha de Felipe Rodrigues, e por coincidência ou não, o primeiro filho de Simão, chamou-se Felipe, o que denota um costume ou tradição de homenagear alguém ao escolher o nome do recém-nascido.

Conforme já relatamos, Simão foi batizado na Igreja de São José da cidade de Ponta Delgada, segundo o Registro de Batismo datado de 30/04/1741.


Do Nascimento:

A data do nascimento de Simão foi obtida, gentilmente, pela Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Açores Portugal, conforme transcrição abaixo do e-mail recebido daquela Instituição.

REGISTRO DE BATISMO

Paróquia de São José (Ponta Delgada), Açores, Portugal, Livro de registo de 1736-1741, fls. 175 v

DA BIBLIOTECA PÚBLICA E ARQUIVO REGIONAL DE PONTA DELGADA:

Exmo. Senhor

S/ Comunicação: 2002.04.17 e 2002.04.19

Assunto: Informações genealógicas

Marcos Vinicius Carpes

N/ Referência: 375e/02

Processo: 07.04

Data: 2002.04.24


Em resposta aos email de V® Ex®., e a título excepcional, abaixo transcrevemos o registo de baptismo pretendido, actualizando a grafia para uma melhor compreensão:

“Simão, filho de Manuel Pacheco, sapateiro, natural da freguesia de N® Sra. das Candeias da Ilha de Santa Maria [sic*], e de sua mulher Francisca Xavier, natural desta freguesia, nasceu em vinte e três de Abril de mil setecentos e quarenta e um. Foi baptizado em trinta do dito mês e ano nesta igreja de São José, paroquial de seus pais por mim cura nela Manuel de Oliveira Carreiro. Foi padrinho Simão do Rego, casado e morador nesta freguesia e madrinha Margarida da Esperança, filha de Filipe Rodrigues e de sua mulher Teresa da Costa, morador nesta dita freguesia. Foram testemunhas o Reverendo Padre Tesoureiro nesta igreja Manuel Machado e o sineiro André da Silva que comigo assinaram. Era ut supra.

André da Silva, Cura Manuel de Oliveira Carreiro, Manuel Machado

Paróquia de São José (Ponta Delgada), Livro de registo de baptismos, 1736-1741, fls. 175 v.ð

Convém referir que detectámos um erro no assento acima transcrito, pois na ilha de Santa Maria só há 4 paróquias, e em nenhuma o orago é N® Sra. das Candeias (N® Sra. da Assunção; Santa Bárbara; São Pedro; Santo Espírito). No entanto, aqui, na ilha de São Miguel, na paróquia da Candelária o orago é N® Sra. das Candeias. Somente o assento de casamento de Manuel Pacheco com Francisca Xavier é que nos poderá esclarecer essa dúvida.

Com os melhores cumprimentos.


BIBLIOTECA PÚBLICA E ARQUIVO REGIONAL DE PONTA DELGADA - PPM/RFR

OBS. e-mail recebido em 26 Abril 2002

Em novo contato, por e-mail, com a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada e com a gentil contribuição daqueles Bibliotecários, foi encontrado o Registro de Casamento de Manoel Pacheco e Francisca Xavier, ocorrido em 08/04/1731, registrado às folhas 08 do Livro de Casamento de nº 3, do período de 1730 a 1745, no qual se confirma e corrige a dúvida acerca da naturalidade de Manuel Pacheco, que na realidade, fora batizado na paróquia matriz da Assunção, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria.

A referência a uma suposta freguesia de N. Srª. das Candeias da Ilha de Santa Maria, fora um lapso do pároco que lavrou o assento de batismo de Simão.

Quando Manoel Pacheco e Francisca Xavier se casaram, Francisca estava grávida de nove meses de Simão Pereira de Carpes, o Avô de todos os CARPES brasileiros.



A foto mostra a atual Igreja da Paróquia de São José, situada na bela cidade de Ponta Delgada, da Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores, Portugal. A Igreja de São José era a joia do extinto Convento de São Francisco, datado dos séculos XVII e XVIII.

A Igreja foi edificada no lugar onde outrora existiu uma pequena Ermida, transformada com a chegada dos Frades Franciscanos à cidade, por volta de 1525, onde ali decidiram construir o seu Convento. As obras da Igreja, contudo, iniciaram-se apenas em 1709, apresentando-se hoje orgulhosa no seu conjunto em estilo Maneirista e Barroco.

A primitiva Igreja no local, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, remonta ao século XVI e pertencia ao Mosteiro da Ordem de São Francisco.

Entre outras possibilidades, não podemos descartar a hipótese de que seus pais fossem Franciscanos e que o educaram sob aquela filosofia, o que pode justificar o seu ingresso na Venerável Ordem Terceira, na Ilha do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, quando já estava casado com LUZIA DA CONCEIÇÃO MACHADO, que juntos dedicaram à Ordem mais de Cinquenta anos das suas vidas.

A referência a uma suposta freguesia de N. Srª. das Candeias da Ilha de Santa Maria, fora um lapso do pároco que lavrou o assento de batismo de Simão.

Quando Manoel Pacheco e Francisca Xavier se casaram, Francisca estava grávida de nove meses de Simão Pereira de Carpes, o Avô de todos os CARPES brasileiros.


Um comentário:

  1. A organização da genealogia, tão bem organizada por nosso primo da oitava geração, "friso", dos que desceram da Região da Ilha do Desterro, atual Floripa, a Montenegro RS, descendem de Cisnando Benigno De Carpes, cuja segunda esposa, é a matriarca de todos, que desceram a Montenegro RS, deram origem a Família de Estévão Benigno De Csrpes, que foi o patriarca de Marcírio de Souza Carpes, nosso progenitor, que hoje, em sua homenagem, é nome da Estrada, considerada, o atalho para vir àquela cidade, quando próvem, da via, sentido, Canoas-Tabaí, e onde está o Complexo Penitenciário e a Indústria Eco Citrus, que passa em Potreiro Grande...

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